Gastos mensais: R$ 5 mil* Juros reais: 2% Patrimônio para independência financeira: R$ 3 milhões

Gastos mensais: R$ 10 mil* Juros reais: 2% Patrimônio para independência financeira: R$ 6 milhões

Gastos mensais: R$ 5 mil* Juros reais: 4% Patrimônio para independência financeira: R$ 1,5 milhão

Gastos mensais: R$ 10 mil Juros reais: 4% Patrimônio para independência financeira: R$ 3 milhões

*As simulações acima são usadas apenas para quem não pretende utilizar o principal, e sim apenas os rendimentos da aplicação ao longo da vida, e levam em consideração o rendimento bruto das aplicações, sem desconto de taxas ou impostos.

Com informações do site: UOL

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Os fundos imobiliários também devem fazer parte do portfólio do investidor que quer acumular patrimônio. “Esses fundos têm sua taxa atrelada aos aluguéis que recebem [e que são corrigidos pela inflação]”, diz Torres. Para o analista da Wintrade Igor Graminhani, quem não vai usar o dinheiro em breve e tem um bom conhecimento de finanças deve olhar para o mercado acionário.

Também será preciso alguma paciência e sangue-frio em momentos como o atual, de forte turbulência na Bolsa. Para quem não tem tanto conhecimento, nem tempo para analisar as empresas, os fundos de ações são uma boa opção, já que alguns oferecem retornos muito superiores à Selic.

Quanto preciso acumular?

Saber quanto precisa acumular para atingir a independência financeira é o primeiro passo para buscar esse objetivo. É importante lembrar que o valor vai depender do tipo de vida que a pessoa quer levar depois que conseguir juntar dinheiro suficiente para lagar o emprego. Além disso, também é necessário considerar qual a rentabilidade se pode conseguir deixando o valor em várias aplicações financeiras.

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Tomar risco, porém, é uma arte. Com um perfil bastante agressivo, o investidor Fausto Alexandre Mazine conseguiu juntar seu primeiro milhão muito cedo, por meio de operações sofisticadas. Ele começou a investir em ações, mas logo percebeu que, com pouco capital, os ganhos não eram grandes o suficiente para ele se manter apenas com os lucros obtidos na Bolsa. Foi então que começou a operar com opções sobre ações, deixou o emprego e fez dinheiro.

Marcelo Coutinho concorda: “meu grande diferencial foi estudar uma teoria a fundo e transformá-la em uma grande estratégia. É comum achar que dá para ganhar dinheiro deixando os investimentos na mão da corretora, pegando apenas uma dicazinha aqui e ali. Não é verdade. É preciso pensar fora da caixa.” Obviamente que, para cada pessoa que ganha muito com opções, há dezenas de outras que perdem fortunas. Aos que não têm tempo, conhecimento nem coragem para se aventurar em operações mais complexas, o ideal é criar o hábito de poupar com disciplina.

Os recursos poderão ser usados em aplicações de longo prazo ou de risco moderado e gerar um crescimento consistente de patrimônio. A própria renda fixa traz alternativas mais rentáveis que a poupança ou o CDB. “Apesar de terem um risco maior, as debêntures (títulos de dívidas de empresas privadas) são uma opção”, aponta Torres. Uma alternativa são os títulos públicos atrelados à inflação (NTN-B – Notas do Tesouro Nacional série B) de prazo mais longo. Para os investidores que adéquam o prazo do título ao objetivo, o risco do investimento é baixíssimo. O economista garante que, além de não recuar, a inflação está dando sinais de aumento.

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Independência Financeira

Mas afinal, o que é independência financeira? De quanto estamos falando? Para muita gente, ganhar o primeiro milhão já seria suficiente para jogar tudo para o alto. Mas com o atual custo de vida nas grandes cidades e a queda dos juros, isso ainda não seria suficiente para viver de renda por várias décadas. Para o educador financeiro Rafael Seabra, do site Quero Ficar Rico, conquistar a independência financeira significa não depender de salário para viver. Quando a soma dos rendimentos de seus investimentos e dividendos de suas ações atingirem o valor suficiente para suprir suas necessidades financeiras sem consumir o principal corrigido pela inflação, já é possível se considerar financeiramente independente. Mas como chegar a esse patamar? Acumular um belo patrimônio é o caminho óbvio. “Fazer render pouco dinheiro é muito mais difícil”, afirma Marcelo Coutinho.

Para viver de renda, também não é mais possível aplicar apenas em investimentos conservadores. Para o economista e diretor da Norfolk Advisors, Ricardo Torres, não dá para atingir a independência ficando restrito apenas às aplicações quase sem risco. “Com os juros em queda e a inflação que não cede, o ganho real do investidor que ficar apenas nos instrumentos tradicionais, como poupança e CDB, está próximo de zero”.

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“Mas para conquistar a independência financeira que eu tanto almejava, percebi que precisava de mais. Foi então que revi meus itens de consumo e minhas decisões financeiras, vendi meu carro, abri mão de alguns hobbies, vendi itens de coleção, desfiz uma sociedade e decidi que precisava começar a multiplicar meu dinheiro. Passei a organizar meu cotidiano financeiro. Estipulei metas de gastos para minhas principais necessidades e passei a anotar minhas receitas e despesas.

Decidi aprender mais sobre investimentos e fiz diversos cursos. Criei metas de investimento claras e passei a investir de forma mais agressiva, não sem antes compor uma reserva de emergência. Com alguns sócios, participei de muitos negócios diferentes, compra e venda de carros usados, imóveis, terrenos, sociedade em pequenas empresas etc.

Com o tempo, convenci esse grupo a focar em uma boa carteira de investimentos em ações e imóveis. Além disso, em meados de 2003, fui apresentado a um gestor de fundos de investimento em renda variável, uma alternativa de investimento até então nada popular. Coloquei cerca de R$ 50 mil lá e, a partir de 2005, ainda passei a aportar cerca de R$ 1.000 todo mês. A Bolsa realmente se mostrou muito interessante, e, em cerca de sete anos, o fundo rendeu mais de 850%. A grana literalmente deu cria.”.

Investimentos: ações e renda fixa

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Conrado Navarro

O mundo dos investimentos sempre fez parte da vida do sócio-fundador do site Dinheirama Conrado Navarro. Na faculdade, investia o pouco que ganhava em renda variável. No entanto, a vontade de se tornar um empreendedor fez as poucas economias irem por água abaixo. “Nos tempos de faculdade, participei de dois negócios que não deram certo. Mas, diante dos fracassos, decidi voltar ao mercado de trabalho e aprender um pouco de gestão antes de empreender novamente.” Foi assim que o hoje especialista em finanças pessoais partiu para a vida corporativa e lá permaneceu durante sete anos. “Nessa época, eu pegava uma grande parte da minha renda para investir e levava uma vida frugal, sem muitos luxos e sem cogitar deixar o interior, onde sabia que o custo de vida era mais em conta”, explica.

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Com o retorno expressivo dos investimentos – entre 2003 e 2006 seus ganhos beiravam os 400% –, decidiu montar um clube de investimentos. Em 2007, com o sucesso do clube, deixou o cargo de diretor de investimentos que ocupava na Andrade Gutierrez Telecomunicações desde 2001 e criou a Bogari Capital. A estratégia de valor adotada por Sznajder tem se mostrado assertiva: desde a criação do fundo de ações Bogari Value FIA, seu retorno já atinge 1.127%*, ante 49,3% do Ibovespa no mesmo período.

“O segredo é você descobrir do que gosta e procurar adquirir mais conhecimento”, conclui o gestor, hoje responsável pela gestão de R$ 300 milhões de cerca de 370 investidores.

*desde 2006, quando fundo ainda era um clube de investimentos.

Investimento: ações

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Flavio Sznajder

Flavio Sznajder, sócio-fundador da gestora de recursos Bogari Capital, sempre gostou de investir em ações. Formado em engenharia e com aptidão para os números, começou a aplicar em 1993, mas levou quase dez anos até que descobrisse a estratégia adequada para seu perfil. Ele conta que em 1998 comprou ações da Cyrela, que vendeu cinco anos depois quase sem lucro. No entanto, pouco tempo depois, as mesmas ações registraram valorização expressiva.

“Isso me fez perceber que a estratégia estava certa, eu apenas não deixei tempo suficiente para a ação valorizar de acordo com o potencial em que eu acreditava. Gosto de investir no longo prazo, me identifico com a estratégia estava certa, eu apenas não deixei tempo suficiente para a ação valorizar de acordo com o potencial em que eu acreditava. Gosto de investir no longo prazo, me identifico com a estratégia de valor (que busca ações com preço menor do que o justo)”, diz o gestor.

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Com o passar dos anos, veio a experiência para criar a própria estratégia. “Um dos principais segredos é ter disciplina. Você tem que estipular limites de perdas e ganhos, e operar seguindo esse plano. Hoje em dia, se eu perco R$ 400 em um dia, paro de operar e só volto no próximo pregão”, conta.

O ex-empresário vive atualmente com o que ganha nas operações com ações no mercado à vista. Comprou um apartamento e diz que não troca essa vida por nada. “A Bolsa conseguiu arrumar a minha situação financeira novamente. Estava sem horizonte nenhum.”

Investimentos: ações.

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Fausto Alexandre Mazine

Apenas sete anos se passaram desde que Fausto Alexandre Mazine começou a operar no mercado de ações. Aos 18 anos, trabalhando na empresa do pai, aproveitava cada centavo que ganhava para aplicar na Bolsa. As primeiras transações foram feitas após ganhar R$ 1.500 para pintar apartamento do irmão. No começo, o foco era apenas o mercado de ações à vista. “Mas o retorno era lento, ainda não dava para viver só disso”, diz.

Em 2007, quando já fazia transações com opções sobre ações, veio a grande tacada. Ganhou quase R$ 100 mil com a disparada das ações da Petrobras, após o anúncio da descoberta de óleo na camada do pré-sal. Com mais dinheiro em caixa, decidiu viver de investimentos. “Falei para o meu pai o quanto conseguiria ganhar por mês operando sozinho. Ele disse que não conseguiria cobrir e eu comecei a me dedicar apenas aos investimentos.”

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